A menina dos olhos do Brasil: Ipanema

Glamour, vanguarda e boêmia na zona sual carioca

 

Quase afivelando as malas para visitar a delirante cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, e ainda está numa duvida cruel de qual é a sua praia?

Então, permita-nos que lhe dê uma sugestão digna de aplausos: a oportunidade de desfrutar da essência da zona sul carioca que só Ipanema tem.

Esse bairro – um dos mais nobres do Rio de Janeiro – foi criado em 1894, pelo barão e conde de Ipanema (José Antônio Moreira Filho), com o nome de Villa Ipanema, homenageando assim seu lugar de nascimento, a vila de São João de Ipanema, no município de Iperó, São Paulo. O Conde era filho do barão proprietário da metalúrgica paulista chamada Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema.

 

 

O que ver

Mas não é por sua história de grandes investimentos siderúrgicos que esse bairro carioca se tornou irresistível e, sim, por sua histórica boêmia. Ipanema é sinônimo de vanguarda desde os efervescentes anos 60, garantindo o feliz encontro entre lojas e comércios de luxo, bares, intensa vida noturna e muita praia.

Simbolizado nos cartões postais por suas glamourosas calçadas de Pedras Portuguesas e pelo Arpoador – o paraíso do surfe!, Ipanema fez-se, ao longo da história, palco do anticonvencionalismo da Tropicália, do moderno sambismo da Bossa Nova, do inconformismo do Pasquim, da irreverência do Teatro de Ipanema e da arrebatadora audácia da tanga e do topless.

É verdade que não se pode falar desse recanto carioca sem relembrar que foi ali mesmo que o poeta maior, Vinícius de Morais, cantou a famosa “Garota de Ipanema”, canção essa que originou o tradicional bar homônimo. Outros, entre os bares e restaurantes com forte tradição, são o Bar Vinte e o bar Paz e Amor. Esses exigem uma visita, no mínimo. É entrar e sentir o clima de Ipanema.

Ah, lembra que dissemos, no inicio, que você iria mesmo aplaudir, não foi?

Pois é a mais pura verdade. Um poético hábito extremamente carioca é aplaudir o pôr do sol. Trata-se de um costume que vem desde o verão de 1968/1969, quando o jornalista Carlos Leonam, arrebatado com a beleza que a natureza impregna ao fenômeno de despedida diária do Sol, começou a aplaudir-lo. Na roda de amigos que o acompanharam automaticamente e sem cerimônia, estavam João Saldanha, Jô Soares e o vocacionado cineasta Gláuber Rocha.

Então nao duvide em caprichar no protetor solar, escolher umas sandálias bem confortáveis e deixar-se seduzir por esse pedaço de chão brasileiro lindo e cheio de graça chamado Ipanema.

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